sábado, 17 de setembro de 2011

do que é grande, mesmo sendo pequeno...

Se a felicidade é mesmo feita de pequenos instantes, alinhavados uns aos outros, como dissemos, e se é matéria rara, então ando com sorte, porque dia desses, a despeito da cidade lotada, do trânsito, das buzinas, da fumaça, dos motoboys enlouquecidos, e do relógio, pude viver um desses instantes.

Ali, em meio ao caos da cidade grande, com tuas mãos em meu colo e Fernanda Porto cantando “Sentado a Beira do Caminho”, vivi uma dessas alegrias simples, que não precisam de rebuscamentos, declarações ou flores. Bastaram seus olhos, que alternavam entre abertos e fechados, como se assim pudessem administrar melhor o que era sonho e o que era realidade.

Porque o bem querer é bonito assim, quando não precisa de legenda, quando a gente sabe que mesmo podendo durar só aquele instante, vale. Vale pela paz do momento, e porque multiplica em mim a fé nos pequenos tesouros.

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